A MÚSICA ...

Música …

 

    Se começarmos por pesquisar sobre o que é a música deparamo-nos que, “A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas), é uma forma de arte que constitui-se basicamente em combinar sons e silêncio seguindo ou não uma pré-organização ao longo do tempo “. É uma definição muito teórica, à qual poderíamos acrescentar que, ao ouvirmos, esses sons, criam-nos as mais variadas sensações e estímulos. A música é tão poderosa que nos pode alterar o nosso estado de espírito, provocando, melancolia e/ou bem-estar...é qualquer coisa estranha, que mexe com o estado de espírito de qualquer um de nós. Não acredito que alguém diga: “a mim, a música não me diz nada”. 

     Existem variadíssimos estilos de música, que foram surgindo ao longo de décadas, impulsionados pelas mais variadas descobertas, tendo sido talvez as mais importantes o aperfeiçoamento dos variados instrumentos musicais e a descoberta da electricidade  que propulsionou a descoberta do computador.

     Não é correcto dizer que não se gosta ou não é importante um determinado tipo de música. Pode haver, isso sim, música com mais ou menos qualidade. Para avaliar ou criticar um determinado estilo musical é imprescindível, primeiro que tudo, ouvi-la mais que uma vez, independentemente da atenção que lhe estamos a dar no momento. Deixe essa avaliação a cargo do seu sistema auditivo, com ou sem formação académica a nível musical e depois sim!... podemos  prenunciarmo-nos, mas  só e simplesmente com,  gosto ou não gosto, sem que o nosso cérebro justifique o porquê !?... , é que, “gostos não se discutem”.

    Certo é que, ninguém tem dúvidas em concordar que a música “Pimba”, também conhecida como música dos três acordes, (tónica, subdominante e dominante), é fundamental num baile nas festas anuais da nossa aldeia e que, o mesmo baile também não faria sentido com um grupo a tocar “fado”. Toda a música tem sua importância atendendo ao contexto ou finalidade.

   Todos temos determinadas músicas que ouvimos algumas vezes e até se gostava, mas sem razão que o justifique, a partir de um determinado momento, já não suportamos voltar a ouvi-la – música comercial?. Mas também temos outras que já ouvimos ao longo de muitos anos e ainda gostamos, talvez porque nos fazem recordar momentos agradáveis que passámos enquanto as ouvíamos, ou então foi composta tendo em atenção uma selecção e combinação adequada e cuidadosa, de intervalos musicais e timbres de instrumentos musicais, escolhidos aquando a sua composição para serem usados quando tocada. Atrever-me-ia a dizer que, nesta música existem combinações de notas (intervalos musicais) que o nosso cérebro (ego), detecta sem que tenhamos consciência da sua existência. Há sempre algo de novo, nestas canções cada vez que as ouvimos.

A música é muito aplicada actualmente em várias terapias. Como curiosidade, posso referir que o nosso sentido mais ligado ao som, a audição, que nos permite captar as vibrações, é o último a “desligar” após anestesia para uma intervenção cirúrgica, existindo nalguns blocos operatórios, música de ambiente ao gosto do paciente, uma vez que está provado que ajuda a relaxar.  

    Penso que estamos a viver, neste momento, um período onde imperam novas versões de temas com 20 ou mais anos, de grande qualidade, convertidas e remisturadas em faixas de fraca criatividade musical, salvo algumas excepções, mas claro, no meu ponto de vista….  

 

Ilha, 30/04/211

publicado por mgrilo às 17:30
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