Fado do Petróleo

Fado do Petróleo

 

Re                            La

Este fado que hoje canto nem é preto nem é branco

                                   Re

É assim amod’sque molato

                            La

É um fado muito lindo, muito lindo, muito lindo

                                 Re

Muito lindo e nada chato

Sol             Re           Sim              Mim

É um fado rebuscado mastigado esgomitado

       La             Re

Ruminado e digerido

Sol                  Re             Sim            Mim

Uma obra conseguida tão sentida tão espremida

        La              Re

Tão fazida sem sentida

 

Ai, Ai, Ai, Ai, Ai, Ai, Ai,

Eu não tenho mãe nem pai sou filho da minha avó

Eu fui feito no fogão na panela de pressão

Mesmo ao pé dum pão de ló

 

Eu nasci quando era moço Com o umbigo no pescoço

E os cebacos na barriga

Inda eu não tinha ouvidoE já ouvia os ruídos

Daquela velha cantiga

 

Não descalces os sapatos Não descalces os sapatos

Qu’inda tens de ir ao petróleo

Como tens de ir ao petróleo Não descalces os sapatos

Se descalças os sapatos Vamos ficar sem petróleo

 

Quando eu era pequenino fui sempre muito limpinho

Para não Ter de apanhar

Fazia o cócó na mão nunca fiz chichi p´ró chão

Fazia-o sempre p´ró ar

Inda hoje não tomo banho sou a atirar p´ró castanho

Sofro de odor corporal

E o mau hálito é tamanho inté parece que tenho

Aerofagia  vocal

 

Isto é infectivamente derivado ofactálmente na medida em que pois é

Já dizem p´rai boatos que eu não descalço os sapatos

Porque cheiram  a perfume

 

Ó que mentira que horror o cheiro é muito melhor

Quem o já cheirou que o diga

E agora p´ra acabar  vai toda a gente cantar

Aquela velha cantiga.

 

 

Refrão…………………….

publicado por mgrilo às 23:35
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